A maioria dos deputados federais do Paraná e os três senadores paranaenses são a favor da PL da Dosimetria, que pode reduzir a pena dos condenados nos atos de 8 de janeiro. Nas votações em dezembro, o projeto foi aprovado no Congresso e encaminhado para o presidente da república. Porém, a expectativa é que o PL seja vetado por Lula nesta quinta-feira (8), em cerimônia que lembra os atos de três anos atrás.

Manifestantes atacam sede dos Três poderes
8 de janeiro marca atos de vandalismo contra a sede dos Três Poderes em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

O evento pró-democracia organizado pelo Governo Federal contará com apoiadores do presidente Lula e não deve ter a presença de Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados. Aliás, desde 2024, apenas uma vez o presidente da Câmara esteve presente, já o líder do Senado nunca compareceu.

“Hoje o presidente da república tem a chance de vetar ou sancionar. Eu acho que o presidente Lula, pela movimentação dos deputados da esquerda, chamando para atos em rua pública, vai vetar o projeto que aprovamos na Câmara e no Senado. Vai vetar porque o Lula vai falar com o eleitor dele. Acredito que esse veto volte para o Congresso e vamos derrubar o veto de Lula, porque nós queremos a justiça. Se derrubarmos o veto, acredito que o STF também irá querer legislar, e vai querer passar o pano e dizer que as condenações que fizeram tanto contra as pessoas condenadas, como para Bolsonaro, etá certa. Aí vai ser essa guerra política, que vai adentrar ano eleitoral adentro”, comentou o deputado federal Nelson Padovani Júnior (União Brasil).

Por outro lado, a ministra Gleisi Hoffmann reforçou que é importante recordar a data e criticou quem defende a anistia dos condenados.

“8 de janeiro é momento de recordar dia que o Brasil foi violentamente ameaçado por uma tentativa de golpe. É uma data que reafirmamos o nosso compromisso com a defesa da democracia e a soberania nacional”, disse a ministra.

Congresso Nacional e a redução de pena de condenados no 8 de janeiro

O Congresso enviou o texto do Projeto de Lei da Dosimetria para aprovação do presidente Lula no mês de dezembro. Na época, os três senadores do Paraná – Sergio Moro (União), Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB) – foram a favor da redução das penas dos condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A maioria dos deputados federais do Paraná também votou a favor da redução.

SIMNÃO
Beto Richa (PSDB)Aliel Machado (PV)
Del. Matheus Loyola (União)Carol Dartora (PT)
Diego Garcia (Republicanos)Lenir de Assis (PT)
Dilceu Sperafico (PP)Tadeu Veneri (PT)
Felipe Francischin (União)Welter (PT)
Filipe Barros (PL)Zeca Dirceu (PT)
Geraldo Mendes (União)
Giacobo (PL)
Luciano Alves (PSD)
Luisa Canziani (PSD)
Luiz Carlos Hauly (Podemos)
Luiz Nishimori (PSD)
Padovani (União)
Paulo Litro (PSD)
Pedro Lupion (Republicanos)
Reinhold Stephanes (PSD)
Ricardo Barros (PP)
Rodrigo Estacho (PSD)
Sargento Fahur (PSD)
Sergio Souza (MDB)
Tião Medeiros (PP)
Toninho Wandscheer (PP)
Vermelho (PP)

Condenados 8 de janeiro

Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou mais de 800 acusados de participação nos atos que tentaram abalar a democracia brasileira e o funcionamento das instituições, no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Os números foram apurados pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe, até meados de dezembro de 2025. Os dados ainda podem sofrer atualizações. 

Após os atos golpistas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou 1.734 ações penais no STF. As acusações foram divididas entre incitadores, executores e quatro núcleos principais, que deram sustentação à tentativa de Bolsonaro de se manter no poder após perder as eleições, subvertendo assim a ordem democrática. 

*Com informações da Agência Brasil

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Guilherme Becker
Guilherme Becker

Editor

Guilherme Becker é formado em Jornalismo pela PUCPR, especializado em jornalismo digital. Possui grande experiência em pautas de Segurança Pública, Cotidiano, Gastronomia, Cultura e Eventos.

Guilherme Becker é formado em Jornalismo pela PUCPR, especializado em jornalismo digital. Possui grande experiência em pautas de Segurança Pública, Cotidiano, Gastronomia, Cultura e Eventos.