A vereadora Giselli Bianchini (PP), de Maringá (Noroeste do Paraná), afirmou nas redes sociais ter enviado um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cobrar explicações e providências sobre a necessidade de para-raios na Praça do Cruzeiro, em Brasília. O pedido de providências foi feito após um raio atingir um grupo de manifestantes no local, no último domingo (25), que aguardavam a chegada da caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), deixando dezenas de feridos.

Em postagem na quinta-feira (29), Bianchini ressaltou que o pedido de esclarecimentos representa uma demanda da população brasileira, embora não seja uma responsabilidade específica da Presidência da República. Ela disse que se trata de um caso de segurança pública e deve ser tratado como prioridade, especialmente em locais de grande circulação como a Praça do Cruzeiro.
“Estamos falando de segurança pública, de um espaço amplamente utilizado pela população e que não pode ficar exposto a riscos previsíveis. Quando há perigo, o poder público precisa agir. Quando há omissão, cabe cobrar”, escreveu a vereadora Giselli Bianchini (PP) nas redes sociais.
Segundo ela, o ofício solicita providências para verificação e eventual instalação de dispositivos de proteção contra descargas elétricas no local citado.
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Em vídeo divulgado posteriormente, Bianchini reforçou a cobrança e afirmou que é dever do poder público garantir a proteção da população, citando o artigo 6º da Constituição Federal (veja abaixo).
Vereadora de Maringá critica postagens irônicas sobre queda de raio
Milhares de manifestantes aguardavam o fim da caminhada do deputado Nikolas Ferreira na Praça do Cruzeiro, em Brasília, quando o raio feriu dezenas de pessoas. Vídeos na internet flagraram a descarga elétrica. Chovia bastante no momento do acidente.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 89 manifestantes receberam atendimento no local por causa do raio. Destes, 47 precisaram ser encaminhados a hospitais públicos do Distrito Federal.
Ainda segundo os bombeiros, entre os hospitalizados, 11 pessoas foram diretamente atingidas pela descarga elétrica. As demais sofreram ferimentos provocados por quedas, torções e casos de hipotermia.
A vereadora Giselli Bianchini criticou manifestações nas redes sociais que, segundo ela, teriam ironizado as vítimas do episódio. “Foi um grande milagre, pois numa situação dessa poderiam ter morrido pessoas”, declarou ela, que se intitula “a voz conservadora de Maringá”.
Bianchini foi uma das organizadoras da caminhada ocorrida no município paranaense no último domingo em apoio ao ato de Nikolas Ferreira em Brasília e afavor da anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de depredação na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.
Ofício deveria ser enviado ao governo do DF
Apesar da cobrança pública ao presidente da República, o ofício da vereadora deveria ser encaminhado, na verdade, ao Governo do Distrito Federal, que é o responsável por zelar pela manutenção, conservação e limpeza da Praça do Cruzeiro e de outros espaços públicos da capital federal.
Ainda assim, não existe lei federal ou distrital que obrigue o Estado a instalar para-raios em campos abertos, como é o caso da praça. O que há é a Lei Distrital 1.710/1997, que trata da proteção contra descargas elétricas atmosféricas em edificaçãoes com mais de três pavimentos no Distrito Federal. A legislação tem como base a NBR 5419, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece critérios para proteção contra descargas atmosféricas através de sistemas de proteção (SPDA) em imóveis e estruturas edificadas.
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