Nódulos pulmonares podem ser identificados a partir de tomografia realizada no tórax. Apesar da nomenclatura, nem todos são considerados câncer.

Há múltiplas causas para a formação de um nódulo no pulmão. Segundo o cirurgião torácico Maurício Lemos, são elas: doença fúngica, tuberculose, câncer de pulmão e nódulos inespecíficos. “[No caso desse último], menores que 0,6 centímetros não terão repercussão na vida da pessoa”, explicou.

Sintomas

Essa é a grande preocupação para os pacientes. De acordo com o especialista, os nódulos pulmonares não apresentam sintomas. O alerta maior fica para fumantes.

“Quando o nódulo der sintoma, a doença, por exemplo o câncer, pode estar avançada. Pacientes que fumam precisam ser acompanhados e fazer protocolos rígidos de triagem. Aí a gente consegue identificar de forma precoce, fazer o tratamento e, muitas vezes, promover cura”, explicou. 

Tratamento

O tratamento de nódulos pulmonares depende da causa. Segundo Lemos, cada tipo de nódulo vai demandar um tratamento específico, a partir da análise do estado da doença. 

No caso de nódulos fúngicos, por exemplo, o tratamento pode ser feito com remédios.

Nódulos de tuberculose, o tratamento pode ser feito com tubérculostáticos, que também são medicamentos. Conforme dados do Governo Federal, o Brasil tem cerca de um terço dos casos de tuberculose nas Américas, que tem em torno de 72 mil novos casos por ano e 4,7 mil mortes.

Quando o caso for, de fato, câncer de pulmão, outros fatores precisam ser ponderados para definição de tratamento, como quantidade de nódulo, tamanho, localização. Isso vai definir se o tratamento será cirúrgico ou outro medicamento, como quimioterapia.

Nódulos pulmonares metastáticos também precisam ser destacados. De acordo com o médico, outras doenças podem causar um nódulo no pulmão. “Doenças de intestino como câncer, também câncer de estômago, e até câncer de pele podem causar um nódulo pulmonar”.

Fatores de risco e prevenção

O tipo de nódulo pulmonar que mais mata é o câncer de pulmão. “Quem fuma, aumenta significativamente as chances de sofrer com a doença”, alertou o médico.

Segundo ele, é importante focar no rastreamento do câncer de pulmão para diagnóstico precoce da doença.

Ele alerta que o câncer de pulmão é um dos mais frequentes do mundo. “O Instituto Nacional de Câncer (Inca) prevê que entre 2022 e 2025 devem ser registrados 32 mil casos de câncer de pulmão. A maioria, homens, 18 mil desses casos, e 14 mil, mulheres.

A falta de sintomas dificulta o diagnóstico. Por isso, pacientes com propensão à doença precisam realizar exames preventivos.

“O foco é buscar a doença nos assintomáticos: pacientes com mais de 55 anos fumantes ativos ou que pararam de fumar há menos de 15 anos. Esses casos são de doentes com alta carga tabágica, ou seja, 30 maços/ano”.

O número é calculado a partir do total de maços de cigarros fumados por dia pelo número total de anos de tabagismo.

De acordo com Lemos, o diagnóstico precoce é a saída. “O rastreamento do paciente assintomático é o grande diferencial para evitar morte por câncer de pulmão”.

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12 fev 2024, às 09h59.
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