Paraná tem 2.270 casos de dengue confirmados

por Carol Machado
da equipe de estágio sob supervisão de Guilherme Barchik com informações da Agência Estadual de Notícias
Publicado em 3 fev 2021, às 08h34.

O boletim semanal da Dengue desta terça-feira (02) mostrou que o Paraná tem 2.270 casos da doença confirmados. São 324 casos a mais que o informe anterior que apresentava 1.946 confirmações.

A Secretaria de Estado da Saúde publicou também o levantamento dos principais criadouros de Aedes aegypti entre 1º e 29 de janeiro de 2021.

O secretário Beto Preto lembra que a dengue é uma doença já conhecida e que pode levar a morte.

“Estamos vivendo a pandemia pela Covid-19, mas as outras doenças não pararam de fazer vítimas, a dengue é uma delas. Porém, para prevenir a dengue, nós sabemos o que fazer, não é novidade. Precisamos acabar com espaços e objetos acumulados que acumulam água, esses são os criadouros do mosquito.”

De acordo com o Boletim, os depósitos ou criadouros passíveis de remoção são os locais onde mais foram identificadas amostra de água com depósitos positivos para o mosquito causador da Dengue, Zika e Chikungunya.

Foram encontradas larvas e pupas do mosquito em 6.125 locais. Entre eles 2.283, ou 37,4%, estavam em recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em pátios e ferro velhos e entulhos de construção.

Na sequência, os depósitos mais comuns para o mosquito se acomodar e reproduzir, com 1.584 locais positivos para o Aedes aegypti são vasos de flores, frascos com água, pratos, pingadeiras, recipientes de degelo em geladeiras, pequenas fontes ornamentais, materiais estocados para construção civil e objetos religiosos.

Para o secretário estadual, ações individuais são fundamentais para evitar casos de dengue.

“Dentro da nossa casa, do nosso terreno, da nossa loja ou outro espaço que ocupamos, temos o dever de eliminar espaços e objetos que possam acumular água. Essa ação parece boba, mas é com a simplicidade que podemos eliminar as larvas do mosquito e não deixar que ele contamine pessoas”, lembrou Beto Preto.

As Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue preveem o controle vetorial, que é a eliminação dos mosquitos, como um dos componentes principais para combate a dengue e outras arboviroses. Como as ações devem ser conjuntas e intersetoriais, devem envolver e responsabilizar tanto os gestores quanto a sociedade.

As informações do Boletim resultam do período epidemiológico com início em agosto de 2020 e término no final de junho de 2021. Em comparação ao mesmo período de 2020, os números de casos confirmados de dengue são menores, eram 10.882 ano passado e 2.270 neste ano. Mas, ainda assim é preciso cuidado.