Médica suspeita de emitir laudos falsos de câncer é suspensa por 180 dias

A entidade ainda explicou que esse é o limite permitido para esta interdição cautelar

Publicado em 10 jun 2024, às 17h02.

O Conselho Regional de Medicina determinou a interdição da médica Carolina Fernandes Biscaia, por suspeita de emitir laudos falsos de câncer de pele em Pato Branco, no oeste do Paraná. Ela está impedida de exercer a profissão pelo prazo de 180 dias.

Médica suspeita de emiter laudos falsos de câncer de pele é suspensa por 180 dias
A médica afirmava a existência de um câncer e cobrava valores referentes a novos procedimentos (Foto: Redes Sociais)

Segundo o Conselho, essa foi uma decisão necessária para segurança dos pacientes. A entidade ainda explicou que 180 dias é o limite permitido para esta interdição cautelar.

“A medida extraordinária foi tomada diante da gravidade das acusações e das informações coletadas por este Conselho até o momento, sendo avaliada como indispensável para a segurança dos pacientes e proteção da sociedade. Importante ressaltar que está em curso Processo Ético-Profissional (PEP) que julgará a referida profissional em relação às acusações relacionadas à falsificação de laudos.”

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O delagado Helder Andrade Lauria, responsável pelo caso, afirmou que a investigação ainda está em andamento. Estão analisando os celulares e ouvindo depoimento de testemunhas. A Polícia pretende falar sobre o caso somente após o desfecho.

Médica é suspeita de emitir laudos falsos de câncer de pele

De acordo com a Polícia Civil, cinco pessoas denunciaram os crimes da médica. Segundo elas, a profissional dermatologista informava aos pacientes que algumas pintas tinham características de câncer e solicitava exames para as pessoas. 

No retorno, a médica afirmava a existência de um câncer e cobrava valores referentes a novos procedimentos. No entanto, as cinco vítimas tiveram acesso aos laudos originais nos laboratórios e perceberam que eles não constavam a existência da doença.

Segundo apurado pela polícia ainda em março, pelo menos oito pessoas passaram por procedimento de retirada de parte da pele onde supostamente estaria o câncer.

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