Paranaense que vendeu curso de peeling de fenol pela internet será investigada

Daniele Stuart, que vendeu o curso do procedimento, deve ser ouvida nos próximos dias pela Polícia Civil do Paraná

Publicado em 11 jun 2024, às 10h32. Atualizado às 16h16.

A paranaense Daniele Stuart, apontada como a autora e vendedora do curso de peeling de fenol na internet, será investigada internamente pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná (CRF-PR). A entidade vai apurar a conduta da profissional envolvida na comercialização do conteúdo online que foi adquirido por Natalia Becker, dona da clínica onde o empresário Henrique Chagas, de 33 anos, morreu em 3 de junho, duas horas após realizar o procedimento.

Paranaense que vendeu curso de peeling de fenol pela internet será investigada
Daniele Stuart deve ser ouvida nos próximos dias pela polícia (Foto: Reprodução/Instagram)

De acordo com a Record TV, que teve acesso a apostila online do curso, Daniele Stuart se apresenta como farmacêutica e pós graduada em estética avançada internacional. Além disso, a mulher também se considera desenvolvedora do método N.Face com peeling de fenol.

O material consiste em 43 páginas com um passo a passo sobre o tratamento com o ácido. Em certo trecho, a paranaense destaca que o tratamento tem níveis de profundidade na pele. “Nós não médicos, somos habilitados a trabalhar com peeling de profundidade média”, diz o material de estudo.

Apesar da orientação, a Sociedade Brasileira de Medicina garante que qualquer aplicação do peeling de fenol só pode ser feito por médicos e, de preferência, em ambiente hospitalar. O risco é de queimaduras na pele e de intoxicação. O curso, que tem o valor mensal de R$ 500, não tem a formação reconhecida pelo Conselho Nacional de Medicina.

Peeling de fenol: “Profissional respeitada e especialista”, diz advogado de paranaense criadora do curso

Daniele Stuart deve ser ouvida nos próximos dias pelas autoridades. Em nota, a Polícia Civil do Paraná informou que tomou conhecimento dos fatos e está apurando o caso.

Em um comunicado, o advogado Jeffrey Chiquini, representante da farmacêutica, defendeu sua cliente: “Tentar envolver a doutora Daniele nesse caso e relacioná-la à morte da vítima é injusto, irresponsável e precipitado.

Doutora Daniele é uma profissional respeitada e especialista na área, que forneceu um curso conceitual acessado por mais de 3 mil alunos, sem qualquer reclamação”.

“A doutora Daniele em momento algum ensinou essa senhora a realizar procedimentos invasivos. Não a instruiu a agir como fez. Os procedimentos que aquela senhora adotou não condizem com o que a doutora Daniele ensina [..] A doutora Daniele é habilitada para atuar nessa área e para ensinar. Mas o que a doutora Daniele ensina não foi aplicado como deveria”, concluiu o advogado.

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