Durante um balanço das ações recentes, o presidente do Conselho de Administração da C.Vale, Alfredo Lang, revelou os próximos passos da cooperativa rumo a um novo ciclo de crescimento e diversificação industrial. Segundo ele, o planejamento estratégico contempla tanto a ampliação do complexo agroindustrial de Palotina (PR) quanto a implantação de novas frentes de produção em outras regiões do Brasil, reforçando o papel da C.Vale como uma das maiores forças do agronegócio nacional.

Alfredo Lang durante palestra na C.Vale
(Foto: C.Vale)

“Nós vamos acompanhar o crescimento das indústrias à medida que houver demanda. Já estamos expandindo nossas operações em locais como Umuarama, Iporã e Capanema, e o parque industrial de Palotina ainda tem muito espaço para crescer”, afirmou Lang.

O dirigente também destacou que a cooperativa avalia a instalação de uma nova indústria de refino de óleo vegetal, aproveitando o potencial da esmagadora de soja inaugurada em 2024.

“Hoje produzimos o óleo bruto, mas o objetivo é dar um novo salto, refinando esse produto e transformando-o em margarina, maionese e outros derivados. Temos área para dobrar a estrutura industrial e estamos estudando se concentramos a expansão aqui ou se diversificamos para outras regiões”, explicou.

Descentralização da produção

Para Lang, o movimento de descentralização é estratégico para reduzir riscos e garantir estabilidade diante de crises sanitárias ou de mercado, como a gripe aviária ou variações climáticas.

“Assim como orientamos nossos cooperados a diversificar as culturas, a não plantar somente soja, ou só milho, ou só mandioca, ou só produzir leite, a C.Vale também precisa diversificar suas operações. Se um setor é afetado, outro mantém o equilíbrio. É essa lógica que sustenta o crescimento da cooperativa há mais de seis décadas”, completou o presidente.

Mais de 60 anos de inovação e crescimento

Fundada em 1963 por 24 agricultores, a C.Vale deu um salto estratégico nos anos 1990, ao implantar um Plano de Modernização Agroindustrial que transformou sua estrutura e posicionamento no setor. A inauguração do complexo avícola de Palotina, em 1997, marcou o início da industrialização em larga escala. Hoje, a cooperativa processa 640 mil frangos por dia, além de 210 mil tilápias diárias em duas unidades industriais.

O processo de verticalização continuou com a ampliação da esmagadora de soja, que fechou 2025 com 16 milhões de sacas processadas, e com o fortalecimento da marca CVale Alimentos, que consolidou presença nacional e internacional com linhas de peixes, frangos, embutidos e empanados.

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