A C.Vale volta a protagonizar um avanço tecnológico no agronegócio brasileiro. A cooperativa, reconhecida por sua capacidade de inovar, está implementando um novo sistema de criação de tilápias em tanques revestidos com geomembrana, uma tecnologia até então inédita no país em escala comercial.

O método, que utiliza um material flexível, resistente ao sol e soldável, garante maior eficiência produtiva e sustentabilidade ambiental, reduzindo significativamente o consumo de água e permitindo um aumento expressivo na densidade de peixes por metro quadrado.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Alfredo Lang, a inovação faz parte de um processo contínuo de modernização e de incentivo à diversificação das atividades dos cooperados.
“A C.Vale sempre acreditou no poder da tecnologia para transformar o campo. Assim como fizemos com a avicultura, agora estamos levando um novo modelo para a piscicultura, que representa o futuro da produção de alimentos”, destacou Lang.
Eficiência e sustentabilidade na criação de peixes
Um dos pioneiros a adotar o novo sistema é o associado Moacir Niehues, produtor da Linha São Sebastião, em Palotina, no Oeste do Paraná. Atualmente, ele mantém 17,5 hectares de lâmina d’água com nove tanques convencionais, onde aloja cerca de 1,2 milhão de tilápias por ciclo. Com a nova tecnologia, Niehues decidiu ampliar sua piscicultura, construindo 12 novos tanques de 16 x 250 metros, todos revestidos com geomembrana.
As obras começam agora em janeiro e, no segundo semestre do ano, ele já terá 2,88 hectares a mais produzindo tilápias. O investimento, estimado em R$ 7 milhões, inclui a infraestrutura completa e equipamentos modernos, com financiamento por meio da linha Fiagro-FIDC, em parceria entre C.Vale, Fomento Paraná e Sicredi, com juros de 9% ao ano.
“A C.Vale me passou muita segurança quanto ao futuro da piscicultura. Esse sistema é o futuro. Os outros produtores vão migrar para esse modelo de criação de alta densidade”, projeta Moacir, que toca a propriedade ao lado do filho Guilherme, futuro sucessor na atividade.
Além da alta produtividade, Niehues adotou um robusto sistema de fornecimento de energia, com duas linhas de geradores de emergência, garantindo a oxigenação contínua da água, fator primordial em sistemas de alta densidade.
A adoção da geomembrana marca o início de uma nova fase na piscicultura da C.Vale, que vem crescendo de forma acelerada e consolidando-se como um dos segmentos de maior potencial dentro do sistema cooperativo. O Departamento de Peixes, liderado por Paulo Poggere, tem orientado os associados sobre a implementação dessa tecnologia, que une eficiência econômica, bem-estar animal e responsabilidade ambiental.
Lucratividades soja x tilápia
Além de produtor rural, Moacir também é diretor-executivo (CEO) da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP. Habituado aos cálculos, ele mostra que a lucratividade com o cultivo da tilápia é muito superior ao da produção de soja.
Com aumento de apenas 16% na área de criação, ele terá aumento de 72% no alojamento de peixes, chegando a 2 milhões de tilápias por ciclo. Isso porque os tanques com geomembrana permitem a criação de 30 peixes por metro quadrado, contra 7 no sistema convencional.
Ele ainda mostra que seriam necessários 232 hectares de soja para produzir renda bruta equivalente aos 2,88 hectares destinados às tilápias em alta densidade. Mesmo considerando os custos mais altos com infraestrutura, energia e manejo especializado, a relação custo-benefício da piscicultura se mostra amplamente favorável. O ciclo produtivo é mais curto e o giro de capital é mais rápido, garantindo retorno em meses, e não apenas após uma safra anual.
Pioneirismo que vem de longe
A história de inovação da C.Vale não começou agora. Em 1997, já sob a liderança de Alfredo Lang, em seu primeiro mandato como presidente, a cooperativa foi a primeira empresa do Brasil a implantar aviários climatizados para a criação de frangos. Na época, a tecnologia era usada apenas em países desenvolvidos e despertou desconfiança no setor.
“Muitos me chamaram de visionário louco, que ia quebrar a cooperativa”, recorda Lang, sorrindo.
O tempo provou o acerto da aposta: o sistema climatizado revolucionou a avicultura brasileira, tornando-se referência nacional e internacional. Hoje, quase três décadas depois, a cooperativa repete o feito ao trazer para o campo uma nova revolução produtiva, agora nas águas.
Com investimentos contínuos em tecnologia, sustentabilidade e diversificação, a C.Vale reafirma seu papel como uma das maiores e mais inovadoras cooperativas agroindustriais do Brasil, unindo produtividade e futuro sustentável em cada nova iniciativa.
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