A banda Gipsy Kings by André Reyes entrou para a história do Verão Maior Paraná ao protagonizar, na noite desta sexta-feira (16), o primeiro show internacional da programação do festival. A apresentação aconteceu na arena montada em Matinhos, no Litoral do Paraná, e reuniu um público estimado em 105 mil pessoas.

O show atraiu moradores da região, turistas e fãs vindos de diversas cidades do Estado, que transformaram a orla em um grande espaço de celebração da música e da cultura cigana. Desde os primeiros acordes, a resposta do público foi imediata, com famílias, jovens e pessoas de diferentes gerações cantando e dançando em perfeita sintonia.
No repertório, sucessos consagrados mundialmente embalaram a noite à beira-mar. Clássicos como “Bamboléo”, “Djobi Djoba” e “Volare” foram cantados em coro, reforçando a identidade sonora do grupo, marcada pela rumba flamenca, influências latinas e elementos do pop internacional. As músicas, que atravessaram décadas e fronteiras, mostraram sua força atemporal diante de uma plateia multitudinária.
À frente do palco, André Reyes demonstrou carisma e proximidade com o público brasileiro, interagindo constantemente com a plateia e destacando a relação especial do grupo com o país. Antes do show, o cantor falou sobre o significado da apresentação no Paraná.
“Me sinto muito bem, porque o Brasil é uma parte de mim também. Eu amo tocar para este público, que é muito bom e que conhece as músicas. Amam a arte de Gipsy Kings”, disse André Reyes, em entrevista coletiva.
O vocalista também ressaltou a importância do acesso gratuito à cultura, uma das principais propostas do Verão Maior Paraná.
“Eu amo tocar para esse público, não me importa que seja grátis, pois a simplicidade das pessoas que vêm assistir ao Gipsy Kings me faz feliz”.
Fãs celebram cultura e diversidade
Entre os milhares de fãs que lotaram a arena estava a mestranda Brianna Cantelli, que chegou cedo para garantir um lugar próximo ao palco. Admiradora da banda, ela destacou a relação pessoal com a cultura cigana.
“Cheguei aqui bem cedo, era umas 16h. É a segunda vez que eu vejo eles, já vi no Teatro Positivo, em Curitiba, no passado. É uma sensação maravilhosa, eu sou muito fã deles, sou amante da cultura cigana e faria de tudo pra estar aqui bem pertinho deles”, comentou Brianna.
Para a estudante, a presença dos Gipsy Kings no Paraná representa mais do que entretenimento.
“Apesar de eu não ser uma pessoa cigana, eu tenho muito carinho, muito apreço pela cultura, pela música e pelo povo cigano, que é um povo extremamente estigmatizado no Brasil e ao redor do mundo também. Então é muito importante ter os Gipsy Kings aqui no Paraná pra gente quebrar um pouco desse estigma do que as pessoas pensam do que são os ciganos. Vim caracterizada porque eu amo, cigano é felicidade. Ciganos são um povo feliz, assim como todas as pessoas que querem viver e ter suas vidas e ter sua cultura respeitada”.
Ela também ressaltou o impacto social de um evento internacional gratuito.
“É muito importante um show internacional para as pessoas poderem aproveitar, conhecer novas culturas e ter acesso de forma gratuita para o povo que merece também ter conhecimento. Cultura é tudo, cultura é muito importante. É muito importante que a cultura chegue para as pessoas”, avaliou.
A vendedora Edna Modena também marcou presença e mostrou que a música cigana já faz parte do dia a dia. Com bom humor, Edna brincou sobre a identificação com o estilo.
“Será que eu vivi em outra vida e fui uma cigana? Porque eu amo música cigana. Gosto da roupa, amo ouro”.
Presente em mais uma edição do festival, ela celebrou a escolha da atração internacional.
“Ano passado eu vim, esse ano também vim desde o começo, e agora é a primeira internacional. Muito bom. Parabenizar o governador, uma escolha maravilhosa e é a primeira de muitas. Eu espero estar aqui com saúde pra aproveitar bastante”, comemorou.
Programação do Verão Maior Paraná
A programação do Verão Maior Paraná continua. Neste sábado (17), o sertanejo assume o palco em Matinhos. A dupla Edson & Hudson faz sua estreia no festival, seguida por Eduardo Costa, que retorna ao festival pelo terceiro ano consecutivo após reunir grandes públicos nas edições anteriores.
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