Agressividade e reatividade em cães: entenda se há diferença e saiba o que fazer para melhorar

Canal de Estimação

por Pauline Machado
Jornalista e Acadêmica de Medicina Veterinária
Publicado em 17 abr 2024, às 00h03. Atualizado em: 16 abr 2024 às 23h11.

Desvendar os mistérios do comportamento dos pets é a chave de uma convivência harmoniosa e o alicerce de uma ligação inquebrável. Explorar as nuances de suas personalidades, especialmente quando se trata de lidar com agressividade e reatividade, revela-se importante para assegurar o bem-estar dos bichinhos e de toda a família.

“Na verdade, não há diferença entre os dois termos. O que acontece é que a reatividade é uma reação exacerbada a estímulos que normalmente o pet não reagiria, sendo a agressividade uma dessas reações, podendo começar como um desconforto e escalar para uma reação mais agressiva. Algumas pessoas acham que a agressividade é só morder, mas ela demonstra seus efeitos muito antes. Esses comportamentos podem surgir por diversas razões e compreender seus gatilhos é o que nos permite abordar as questões de maneira resolutiva”, explica Marina Meireles, veterinária comportamental do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.

Medo, estresse, dor ou até mesmo falta de socialização adequada podem desencadear esse tipo de comportamento em pets. Observar sinais de alerta, como rosnados, postura corporal tensa, orelhas abaixadas, latidos excessivos, pulos ou tentativas de fuga, ajuda a compreender as razões por trás desse comportamento. Entender as situações que desencadeiam essas reações permite criar um plano para encontrar soluções e criar um ambiente mais seguro e confortável ao pet, reduzindo o risco de incidentes.


A veterinária reforça que lidar com reações agressivas demanda paciência e muita observação. Um primeiro passo fundamental ao perceber tais comportamentos é levar o pet ao veterinário para ter um diagnóstico diferencial de alguma causa clínica. Muito comumente os comportamentos dos bichinhos se devem a uma alteração clínica, podendo ser dor física ou alteração hormonal. Só depois dessa avaliação, é recomendado levar o pet a um adestrador.


A intervenção especializada garante um ambiente seguro e harmonioso para o cão e seus cuidadores. Mas, além dele, criar um ambiente enriquecedor também apoia a estabilidade emocional dos pets. Isso envolve fornecer estímulos adequados, como brinquedos interativos, desafios cognitivos e atividades físicas que atendam às necessidades específicas de cada raça.

O equilíbrio emocional dos pets depende, ainda, das oportunidades de socialização. “A interação positiva com outros bichinhos, seres humanos e novos ambientes contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais e a redução do estresse. Passeios regulares, encontros com outros animais e a participação em atividades sociais promovem o fortalecimento dos laços afetivos com seus cuidadores. Ao investir tempo e esforço na compreensão das necessidades individuais de cada animal, o tutor consegue construir vínculos mais profundos, criando uma relação saudável e harmoniosa com o seu melhor amigo”, conclui Marina.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

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