Ex-policial condenada pela morte da copeira Rosaira é presa em Curitiba

Katia das Graças Belo foi cumprirá pena de 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado

Publicado em 11 maio 2024, às 19h07. Atualizado às 19h09.

Condenada pela morte da copeira Rosaira Miranda da Silva, a ex-policial civil Katia das Graças Belo foi presa em Curitiba. A prisão, confirmada nos autos do processo, foi efetuada em cumprimento ao mandado expedido na última terça-feira (7).

Ex-policial civil Katia das Graças Belo, condenada pela morte da copeira Rosaira Miranda da Silva, foi presa.
Polícia cumpriu o mandado de prisão expedido no início da semana (Foto: Reprodução/RICtv)

Recolhida ao sistema penal, a ex-policial começa a cumprir a pena de 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado. É o desfecho de um caso que teve grande repercussão na época, pela banalidade da motivação para o assassinato.

Vítima foi morta em confraternização – Relembre o caso

A copeira Rosaira Miranda da Silva foi morta com um tiro na noite do dia 23 de dezembro de 2016, quando participava de uma confraternização da empresa. O crime aconteceu em um restaurante no Centro Cívico, próximo a residência da policial civil (na época) Kátia das Graças Belo.

Insatisfeita com o barulho que a confraternização causava no interior da residência, Kátia foi até o local da festa, acompanhada do namorado, e efetuou disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu a copeira Rosaira.

Copeira ROsaira participava de uma confraternização quando foi morta a tiros
Copeira Rosaira participava de uma confraternização quando foi morta a tiros (Foto: Reprodução/ RICtv)

“Houve um erro que, infelizmente, me define por completo hoje. Eu assumo esse erro. Sinto muito. Não foi só a Rosaira que morreu naquele dia, eu e minha família também morremos […] Foi um ato de desespero. O meu quarto naquela noite virou uma caixa de som. As paredes vibravam, como por muitas vezes ocorreu naquele 2016. E, de fato, perdi o controle, em um ato de desespero, de pedir socorro. Eu dei um tiro para baixo. E é por isso que estou aqui hoje, infelizmente”, comentou Katia no banco dos réus.

Como tentativa de evitar a condenação, a equipe de defesa da ex-policial, antes do início do júri, levou os jurados e envolvidos na sessão até o local do crime e depois até o apartamento onde a ex-policial efetuou o disparo. Apesar das manobras, os jurados decidiram pela condenação de Kátia.

Entretanto, a condenada não saiu do Tribunal do Júri direto para a cadeia. Devido a um recurso da defesa, a mulher continuou em liberdade.

Após ter a pena aumentada em 2023, para 18 anos e 9 meses de prisão, em maio de 2024 a ex-policial teve o mandado de prisão expedido.

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