Ministério Público denuncia casal por tortura; crime aconteceu em 2021 

Caso sejam condenados pelos três crimes apontados pelo Ministério Público do Paraná, os agressores podem pegar mais de 30 anos de prisão

por Scheila Pessoa
com informações de William Bittar, da RICtv Curitiba
Publicado em 8 jul 2024, às 18h44.
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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um casal por torturar um empresário, em 2021, em Curitiba. O homem, dono de postos de combustíveis, e a mulher, advogada, foram denunciados por três crimes. Ambos vão responder por cárcere privado qualificado, extorsão e corrupção de menores, pois o filho do casal, que tinha menos de 15 anos, foi incentivado pelos pais a agredir e quebrar o braço da vítima.

Tortura empresário
Casal que submeteu empresário à sessão de tortura é denunciado pelo MP (Foto: Reprodução/PCPR)

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A polícia só soube do crime no começo de 2023, quando encontraram as imagens da tortura em um celular apreendido durante uma operação que investigava a adulteração de combustíveis.

Conforme o Ministério Público, é possível identificar a vítima, um empresário, de 42 anos, que foi submetido a torturas e ameaças durante cerca de três horas. Toda a ação foi toda filmada pelo casal Ricardo Helial e Evandra Roso. Ainda segundo o MP, a vítima foi chamada pelos agressores para negociar o fornecimento de balcões para uma outra pessoa.

Contudo, ao chegar ao escritório da advogada Evandra Roso, o empresário foi mantido em cárcere privado, além de ser ameaçado e espancado durante várias horas. 

O Ministério Público analisou os vídeos em que o homem foi agredido com socos, tapas e chutes durante, exatamente, duas horas e quarenta e três minutos. O casal utilizou um cacetete e uma máquina de choque na sessão de tortura. A dupla também jogou etanol no corpo do empresário e ameaçou atear fogo.

Outro agravante constatado na cena do crime foi a presença de um dos filhos dos agressores, na época, um adolescente de 14 anos.

O MP apontou que o crime teria acontecido após eles pagarem R$ 15,5 mil ao empresário que forneceria balcão e três vitrines ao casal. Porém, antes da data marcada para a entrega, Evandra organizou o encontro para obrigar a vítima a fazer o estorno do valor pago.

Além disso, o empresário foi obrigado a assinar três notas promissórias, em branco, e assumir dívidas inexistentes. Uma, no valor de R$ 100 mil, com Ricardo, e outra, de mais de  R$ 80 mil, com Evandra. Essa foi mais uma forma utilizada pelo casal para obter vantagem econômica indevida. Depois de tudo isso, a vítima ainda teve que sacar R$ 20 mil e entregar em mãos ao dono dos postos duas semanas depois de ter sido torturado.

Pena pelos crimes cometidos

O casal foi denunciado deve responder pelos crimes de cárcere privado qualificado, extorsão e corrupção de menores. Caso sejam condenados por todos os crimes, podem pegar mais de 30 anos de prisão.

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