Mercado revela corrida armamentista por receio de 'revogaço' após posse de Lula
Com a expectativa de um pacote de revogações após o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumir a Presidência, atiradores e donos de clubes de tiros temem que os decretos que facilitaram a compra de armas de fogo no país sejam derrubados.
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Após o resultado das eleições de 2022, Lula já adiantou que pretende restringir o acesso às armas e o senador eleito Flávio Dino, cotado para ser ministro da Justiça, disse ao Metrópoles que a derrubada das normas deve implicar na retirada da circulação dos armamentos.
Integrantes do mercado de armas que relataram uma corrida por armamentos e munições, já que a nova legislação deve limitar a quantidade que cada atirador pode comprar, segundo a reportagem do Metrópoles. Segundo apuração do jornal, atualmente um Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) tem autorização para ter 60 armas, sendo 30 de calibre permitido e 30 de calibre restrito. Com a queda dos decretos, o número total seria de no máximo 16, dependendo do nível de experiência do CAC.
No governo Bolsonaro, CACs podem andar com armas de cano curto caso estejam a caminho de clubes de tiro. Com a derrubada da legislação bolsonarista, esse chamado “porte em trânsito” teria fim.