Thayane Smith, amiga de jovem que estava desaparecido no Pico Paraná desde quinta-feira (1°) afirmou estar com sensação de alívio após Roberto Farias Thomaz ser encontrado com vida em Antonina. A garota havia sido a última a ver o rapaz antes de seu desaparecimento.

jovem desaparecido pico paraná
Thayane estava sendo alvo de ataques nas redes sociais após o amigo estar desaparecido no Pico Paraná (Foto: Reprodução/Ric RECORD)

Em entrevista ao repórter Tiago Silva, do Balanço Geral, Thayane contou que estava com medo por sua vida e por sua família. De acordo com a jovem amazonense, ela não voltou para casa para que as pessoas não fossem atrás de sua família.

“É um alívio, eu falei que não fiz nada com ele. Tanta gente me julgando, tava ameaçando a minha família”, contou. “Eu nem fiquei na minha casa, fiquei na fazenda com medo de me matarem. Aqui eu estou mais segura, porque aqui tem polícia, tem investigações, tem a família dele.”

Além disso, Thayane falou que, para ela, era importante ficar no Pico Paraná até que o jovem desaparecido fosse localizado. Mesmo indo contra os conselhos de sua advogada, ela afirmou que “fugiu de casa” para estar no parque estadual.

“Minha advogada falou para eu não sair de casa, mas eu fugi de casa e vim para cá. Eu falei: ‘eu só vou sair de lá quando o Roberto for encontrado'”, afirmou.

Amiga de jovem desaparecido no Pico Paraná faz denúncia contra policiais

Ainda na entrevista, Thayane afirmou que quer denunciar os policiais que estavam investigando o desaparecimento de Roberto. De acordo com a jovem, ela não teve acesso ao seu celular durante as diligências.

“A denúncia que eu queria fazer é que os policiais pegaram meu celular, me deixaram sem amparo, e eu fiquei sem me comunicar com a minha mãe”, relatou. “As pessoas tiveram que me emprestar o celular para eu conseguir chegar aqui de novo. Eu fiquei sem contato com nada.”

Por fim, a jovem falou que está aliviada para voltar para casa, em Manaus, no Amazonas. Após saber que Roberto foi encontrado, Thayane contou como será o reencontro com o amigo.

“Nossa, eu vou xingar tanto esse moleque,” contou, rindo em meio às lágrimas. “Mas eu to chorando de alívio, gente. Alívio por Deus estar agindo na minha vida, por acabar esse sofrimento aqui no sul e pela decisão de voltar para o meu estado, voltar para a minha família, voltar para a minha vida, para as minhas origens, para a minha cultura, relaxar a cabeça e descansar um pouco.”

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Mariana Gomes

Repórter

Formada em Jornalismo pela PUCPR, especialista na área de Esportes, Cultura e Segurança, além de assuntos virais da internet e trends das redes sociais.

Formada em Jornalismo pela PUCPR, especialista na área de Esportes, Cultura e Segurança, além de assuntos virais da internet e trends das redes sociais.