A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três técnicos de enfermagem nesta segunda-feira (19) em Taguatinga. Um homem de 24 anos e duas mulheres, de 22 e 28 anos, são acusados de matar três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Anchieta.

De acordo com as apurações, os jovens matavam os pacientes aplicando compostos químicos em pacientes diretamente na veia, conhecida por “matar sem deixar rastros”. Além disso, um deles teria aplicado desinfetante mais de 10 vezes em um único paciente.
O modus operandi do grupo começava com o técnico de enfermagem de 24 anos, que usava o nome de um médico no sistema eletrônico do hospital para prescrever medicamentos indevidos. Depois, ele retirava o remédio na farmácia e aplicava nos pacientes, sem ciência da equipe médica responsável.
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Já as mulheres, de 22 e 28 anos, eram responsáveis por dar suporte logístico e facilitar o acesso aos pacientes. Elas teriam participados de ao menos duas das mortes.
As ações dos técnicos resultou na morte de três pacientes que estavam internados na UTI do hospital, sendo eles uma professora aposentada de 67 anos, um servidor público de 63 anos, e um homem de 33 anos. Câmeras de segurança instaladas na UTI flagram a presença dos técnicos junto ao leito das vítimas nos horários em que os procedimentos irregulares foram realizados.
Técnicos de enfermagem confessaram crime
Inicialmente, os suspeitos negaram qualquer participação na morte dos pacientes. Entretanto, após serem confrontados com as imagens das câmeras de segurança, confessaram o envolvimento.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, ao portal Metrópoles, os investigados não demonstraram arrependimento ao confessar o crime. Além disso, eles não deram explicações do porquê cometeram tais atos.
Agora, os três técnicos de enfermagem devem ser indiciados por crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima.
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