O Corpo de Bombeiros retomou na manhã deste sábado (3) as buscas por Roberto Farias Thomaz, que desapareceu no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O jovem de 20 anos não é visto desde a manhã de 1º de janeiro, após escalar a montanha com uma amiga para assistir ao nascer do sol.

O trabalho de buscas é coordenado pelo Grupo de Operações e Socorro Tático (GOST) e envolve ao menos 14 bombeiros. Além deles, voluntários com experiência em montanhismo e treinamento em resgate também auxiliam na operação.
Segundo a corporação, a força-tarefa teve início ainda no dia 1º de janeiro e percorre trilhas, fendas e grotas, com apoio de uma aeronave equipada com sensor térmico.
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IAT registre visitas ao Pico Paraná
O Instituto Água e Terra (IAT) restringiu a entrada de visitantes no Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre as cidades de Campina Grande do Sul e Antonina. A medida vale a partir deste sábado (3) e atende uma recomendação do Corpo de Bombeiros.
Segundo o órgão ambiental, o acesso aos morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca estará fechado por tempo indeterminado. Já a entrada no parque para os morros Camapuã e Tucum continuará aberta, já que a presença de visitantes nesses pontos não interfere na operação de resgate.
“A medida visa ajudar nas buscas do jovem que desapareceu dentro da Unidade de Conservação”, afirma o IAT.
Encravado na Mata Atlântica, o Pico Paraná é o ponto mais alto da Região Sul do país, com mais de 1.800 metros de altitude.
Jovem desaparece com amiga no Pico Paraná
Roberto Farias Thomaz está desaparecido desde a manhã de quinta-feira (1º), após passar o réveillon com uma amiga no Pico Paraná. Os dois se conheceram há pouco tempo e se encontraram algumas vezes antes da situação.

Após o desaparecimento, a jovem gravou vídeos sobre como aconteceu a ocorrência. A amiga relatou que Roberto passou mal durante a trilha e, por mais que tenha sido aconselhada a não deixar o jovem sozinho, voltou até o acampamento sem ele.
“Eu cheguei 7h50 no acampamento 1, dormi até às 9h, e às 9h15 outros três rapazes chegaram no acampamento. Eles perguntaram sobre o Roberto, eu disse que ele estava vindo atrás. Daí eles falaram que ele deveria estar perdido. Nos preparamos em 15 minutos e fomos atrás dele, até perto de onde vimos ele pela última vez. Eu fiquei em um canto e os rapazes entraram em outras trilhas. A gente passou sede, passou fome, tivemos que se ajoelhar para tomar água de lama porque gritamos muito. Daí chegou um momento que estávamos muito cansados, e os bombeiros mandaram a gente voltar para não sermos outras vítimas”, comentou a amiga.
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