Curitiba - O líder do falso banco digital The Boss, José Oswaldo Dell’Agnolo, apontado como principal articulador de um esquema de golpe financeiro e alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), recebeu liberdade provisória pela Justiça Federal. Conforme a decisão tomada pelo Poder Judiciário da 23ª Vara Federal de Curitiba, “os crimes cometidos não evidenciam violência ou grave ameaça à pessoa”.

DInheiro e celulares aprrendido quando o líder do The Boss foi preso
O líder do The Boss foi preso com R$ 5 milhões em espécie (Foto: reprodução/ Ric RECORD/ Jornal Razão)

No documento, em que a Ric RECORD teve acesso, a Justiça determinou a substituição da prisão preventiva de José Oswaldo Dell’Agnolo por medidas cautelares. A decisão foi proferida no âmbito do processo e estabelece uma série de restrições que deverão ser cumpridas pelo investigado.

Entre as medidas impostas estão a prisão domiciliar, o monitoramento eletrônico, além da proibição de contato, por qualquer meio, com outros acusados e com as vítimas. A determinação judicial também impede Jo suspeito de exercer atividades no mercado financeiro, de forma direta ou indireta, assim como de realizar qualquer tipo de operação ou transação comercial.

A decisão ainda prevê a aplicação de outras medidas cautelares, caso o juízo ou o Ministério Público Federal entendam que sejam adequadas, plausíveis e necessárias ao andamento do processo.

Com a determinação, o investigado deixa a prisão preventiva e passa a cumprir as restrições estabelecidas pela Justiça enquanto o caso segue em tramitação.

Polícia apreendeu R$ 5 milhões em espécie com líder do The Boss em Santa Catarina

De acordo com as investigações, a empresa The Boss é suspeita de aplicar golpes financeiros que teriam causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 bilhão a investidores. No momento da prisão, a polícia encontrou cerca de R$ 5 milhões em dinheiro vivo no quarto onde Oswaldo estava hospedado. Também foram apreendidos dez celulares, chaves de veículos, relógios de luxo e um MacBook. Outras empresas também estão sendo investigadas.

Operação da Polícia Federal

As investigações apontam que os grupos utilizavam empresas supostamente vinculadas à área de tecnologia e um ‘banco digital’ para captar poupança popular, oferecendo contratos de investimento com promessa de rentabilidade fixa, baixo risco e acima da média de mercado. Aos investidores, os investigados afirmavam que realizavam operações no mercado financeiro com os recursos aportados, inclusive em plataformas e ativos de renda variável, como forma de justificar os ganhos prometidos. Em alguns casos, a captação era vinculada contratualmente a alegados algoritmos e programas de “inteligência artificial” para operações financeiras. 

As empresas utilizadas e o referido ‘banco digital’ não possuíam autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central do Brasil (BACEN) para atuar como instituições financeiras ou realizar a oferta pública de tais serviços de investimento. Recentemente, os responsáveis teriam deixado de prestar contas, interrompido os pagamentos e passado a ocultar informações e patrimônio. As diligências dão conta de que os grupos chegaram a movimentar, através do sistema financeiro nacional, mais de R$ 1 bilhão.

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Jonathas Bertaze

Repórter

Jonathas Bertaze é formado em Jornalismo desde 2023, pós-graduado em Assessoria, Gestão de Comunicação e Marketing e especializado na cobertura de pautas de Segurança, como crimes e acidentes, além de Cotidiano e Loterias, com resultados da Caixa Econômica.

Jonathas Bertaze é formado em Jornalismo desde 2023, pós-graduado em Assessoria, Gestão de Comunicação e Marketing e especializado na cobertura de pautas de Segurança, como crimes e acidentes, além de Cotidiano e Loterias, com resultados da Caixa Econômica.