Curitiba - O motorista acusado de atropelar e matar o taxista Alci Rosa de Oliveira, de 65 anos, em novembro de 2025, no Centro de Curitiba, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), nesta quarta-feira (21). A acusação é de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O fato de o taxista ter mais de 60 anos também pesou como agravante.

O caso ocorreu no dia 9 de novembro, na Rua Francisco Torres, e foi registrado por câmeras de segurança. Após o atropelamento, a vítima chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Conforme apuração da Banda B à época, o taxista havia parado o veículo em frente a uma garagem, sobre a guia rebaixada, para desembarcar um passageiro. Pouco depois, o motorista que foi denunciado, que é morador do prédio em frente, teria se irritado com a situação e colidido contra o para-choque do carro da vítima.
Em seguida, Alci desceu do táxi para verificar os danos e tentar conversar com rapaz. Nesse momento, o motorista acelerou bruscamente, atravessou a rua com o idoso ainda sobre o capô e, instantes depois, a vítima caiu, batendo a cabeça com força no meio-fio. O condutor fugiu do local sem prestar socorro.
Justiça determinou que motorista acusado pelo atropelamento de taxista no Centro use tornozeleira
No fim de novembro, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou imagens do suspeito, que chegou a ter mandado de prisão em aberto. Posteriormente, segundo informações da Ric RECORD, a prisão foi revogada, e a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
A defesa da família da vítima informou à Banda B que os filhos de Alci esperam rapidez no andamento do processo e que o acusado “pague pelo crime cometido”. Eles também aguardam que a tornozeleira eletrônica seja instalada o quanto antes.
Defesa discorda de denúncia do MPPR
Em nota à Banda B, a defesa do motorista afirmou que “discorda integralmente” da denúncia apresentada pelo Ministério Público e que os fatos serão “devidamente esclarecidos ao longo da instrução criminal”.
O advogado destacou ainda que a denúncia não representa um juízo de culpa e o caso será submetido à análise do Poder Judiciário. O réu, segundo a defesa, sempre colaborou durante as investigações e permanece à disposição da Justiça.
*Com supervisão de Jorge de Sousa
Quer receber notícias no seu celular? Entre no canal do Whats do RIC.COM.BR. Clique aqui!