A defesa da mulher que vandalizou mais de 80 mudas de árvores na última semana, em Curitiba, afirmou que não houve crime ambiental. Entre as dezenas de plantas arrancadas e quebradas estão mudas de Araucária, espécie ameaçada de extinção e protegida por lei ambiental.

De acordo com o advogado Ernani Moreno, a mulher agiu para tentar “restabelecer o estado anterior da flora” e evitar prejuízos futuros ao bairro Jardim Social, onde as plantas foram destruídas. A defesa também afirmou que ela vem sofrendo ameaças.
“Ela está sendo ameaçada por ter feito um bem, por ter tentado recuperar o estado anterior da flora que tanto estávamos acostumados. Não é crime. Imagine plantar várias mudas de araucária em frente à sua casa. Em alguns anos, isso pode destruir calçadas, vias e até residências. Isso é inadmissível” argumentou Ernani Moreno, em entrevista à Ric RECORD.
A mulher tem 57 anos e foi identificada pela Polícia Civil após análise de câmeras de segurança, que registraram o vandalismo, ocorrido entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro, em um canteiro localizado na Avenida Nossa Senhora da Luz.
As imagens mostram que a mulher estaciona o carro na avenida, segue ao canteiro e destrói as plantas.
Em depoimento, a investigada alegou que tomou remédios e bebidas alcoólicas, que resultaram nos crimes ambientais. A defesa, entretanto, rechaça a informação.
“Ela não teria condições físicas de destruir 80 mudas, até porque tem pino na perna. O que ela relatou foi que usa medicamentos e que pode ter se confundido ao ingerir um ou dois goles de cerveja acreditando que fosse sem álcool”, completa o advogado.
Defesa questiona plantio das árvores
O advogado também questionou a forma como ocorreu o plantio das mudas de árvores, que não teria sido autorizado pelo poder público.
“Aquelas plantas não deveriam estar ali porque não obedeceram ao rito administrativo municipal necessário, que é primeiro pedir uma autorização para o município, que vai avaliar o tipo de planta que deve ser, o fornecimento de mudas e depois o manejo do solo”, disse o advogado.
Também à reportagem da Ric RECORD, a ONG 1 Milhão de Árvores, responsável pelo plantio e que atua em Curitiba e região, afirmou que o local já recebeu novo plantio após a adoção de uma medida restritiva que impede a mulher de se aproximar da área.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil por meio de um inquérito policial.
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