O pai da bebê baleada na cabeça em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta segunda-feira (12), apontado como alvo dos disparos, teria um suposto envolvimento com a morte de um vizinho. Os dois casos são investigados e estão relacionados, segundo a Polícia Civil.

A criança de apenas dois anos foi baleada na manhã de ontem, enquanto o pai dirigia ao fórum municipal para participar de uma audiência. Entretanto, durante o trajeto, a família foi surpreendida por uma emboscada e disparos vindos de um Ford Fiesta prata.
A avó da bebê, que também estava no carro que foi alvo dos tiros, conta como tudo aconteceu.
“A gente estava indo na delegacia em Bocaiúva, para o meu marido depor após um assalto contra um senhor de idade, e caluniaram meu genro, que ele tinha envolvimento. Quando gente saiu, o carro estava lá. Encostaram o carro do lado e começaram a atirar, uns seis tiros. Era pra ter morrido tudo mundo”, detalha Ana Regina de Paula Santos, em entrevista à Ric RECORD.

Ana Regina conta, ainda, que gritou para os atiradores que havia uma criança no interior do veículo, mas que o apelo foi em vão.
“Falei ‘olha a criança’, mas não adiantou, atiraram sem dó. O tiro foi perto da orelhinha dela e saiu pelo nariz. Meu genro foi baleado no braço, duas vezes”, completa a avó.
Vizinho da família morreu após um assalto
Wilson dos Reis Lourenço, de 72 anos, vizinho da família que foi alvo dos disparos na última segunda-feira (12), morreu após ser vítima de um assalto em Bocaiúva do Sul, em dezembro do ano passado. O idoso foi brutalmente agredido e chegou a ser internado, mas não resistiu aos graves ferimentos.

O pai da criança baleada foi apontado como autor das agressões ao idoso, de acordo com o delegado Mario Sergio Zacheski, popularmente conhecido como Bradock. Ele afirma que diligências estão sendo realizadas e que ouviu o proprietário do carro envolvido na tocaia. Para o delegado, os dois casos estão relacionados.
“O carro está no nome de uma pessoa que afirma ter vendido o veículo há uns 20 dias. Mas o que me causa estranheza é que essa pessoa é parente do falecido Wilson, idoso que foi assaltado e morto em dezembro, e acusam o pai da menina que foi baleada (como autor das agressões). As coisas estão se engatando, os dois casos têm correlação”, afirma Bradock.
O delegado espera concluir as investigações nos próximos dias.
“Um anjinho que não tinha nada a ver com a história e foi ferido. E quem fez (os disparos) já deve estar preocupado, sabe que a gente tá em cima deles. Essa semana a gente resolve toda essa broca”, finaliza.
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