Londrina - A morte David Schmidt Prado, de 37 anos, em uma academia de Londrina, no Norte do Paraná, pode ter acontecido devido a um suposto “caso” do aluno com a esposa do suspeito. Essa é uma das principais linhas de investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR). A vítima deixa um filho de seis anos.

De acordo com o delegado Vitor Dutra à Banda B, o procedimento de autuação foi realizado ainda durante a noite do crime.
“Foi feita durante esta noite, aqui na cidade de Londrina, a autuação em flagrante do homicídio ocorrido na rua Faria Lima, dentro de uma academia. O autor foi autuado pelo crime de homicídio qualificado, pelo modo cruel com que executou o crime. Matou a vítima a facadas”, afirmou.
As investigações avançaram a partir da análise de imagens de câmeras de segurança do local e do entorno. Segundo a Polícia Civil, os registros permitiram reconstituir a sequência do ataque.
Suspeita é de que a morte em academia tenha sido planejada
Para os investigadores, o crime foi planejado. As imagens mostram o suspeito aguardando a saída de David da academia antes de abordá-lo. A vítima foi atingida por ao menos cinco golpes e morreu no local.
“Logo após sair da academia, a vítima é surpreendida pelo autor, que inicia uma conversa e logo em seguida começa a desferir facadas contra a vítima”, relatou Dutra.
Após a abordagem inicial, David tentou fugir e retornou para o interior do estabelecimento, onde pulou uma catraca. Mesmo assim, foi alcançado e atacado novamente. Um policial militar que estava de folga e treinava na academia interveio e conseguiu conter o autor até a chegada das equipes policiais.
Prisão preventiva contra suspeito
O Ministério Público do Paraná solicitou nesta terça-feira (6) a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. Segundo a Promotoria, o pedido se baseia na gravidade do crime e na necessidade de preservação da ordem pública. A decisão ficará a cargo do Tribunal de Justiça, e a audiência de custódia está marcada para esta quarta-feira (7).
Durante o depoimento na delegacia, o investigado optou por permanecer em silêncio. David Schmidt Prado tinha 37 anos, atuava no setor administrativo de uma rede de postos de combustíveis e deixou um filho de 6 anos. O corpo foi encaminhado para Cornélio Procópio, cidade onde a família reside. O velório teve início na noite de terça-feira (6), e o sepultamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (7), no Cemitério Municipal.
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