A Polícia Militar do Paraná (PMPR) afirmou que a intervenção realizada durante a entrega de um carro, prêmio de uma rifa, no bairro São Judas Tadeu, em São José dos Pinhais, ocorreu após denúncias de irregularidades e riscos à população. Segundo a corporação, as imagens que circulam nas redes sociais teriam sido editadas e não retratariam todo o contexto da ocorrência.

De acordo com a PM, o acionamento ocorreu por volta das 16h, após uma ligação ao telefone 190 informando que o evento já acontecia desde o meio-dia, com vias públicas fechadas de forma irregular. O fechamento das ruas teria provocado transtornos no trânsito e colocado pedestres em risco.
“O solicitante informou que o evento estava acontecendo desde o meio-dia, ou seja, mais de quatro horas com vias fechadas, indivíduos colocando pessoas em risco. Quando as equipes chegaram ao local, foram hostilizadas”, afirmou o tenente Almeida, da Polícia Militar.
Ainda segundo a corporação, durante a ação policial foram constatadas diversas infrações. “Indivíduos que praticavam infrações de trânsito foram notificados, uma motocicleta que realizava manobras perigosas foi recolhida e um homem que proferiu xingamentos contra as equipes foi conduzido por desacato”, explicou o tenente.
A PM também negou uso excessivo da força.
“O que precisa ficar claro é que a polícia utilizou técnicas de contenção necessárias e moderadas para conter os indivíduos e desobstruir a via”, disse Almeida.
Sobre a legalidade do evento, a Polícia Militar ressaltou que não é proibido realizar ações com participação popular, desde que sejam previamente autorizadas. “Não é proibido realizar eventos para a população. Entretanto, é necessário que ocorram em local apropriado e com autorização do poder público”, completou o tenente.
Histórico do influencer inclui investigação por estelionato e restrições judiciais
O influencer Guilherme França, conhecido como Gui41, já foi investigado anteriormente pela polícia e respondeu a processo por estelionato, além de ter sido proibido judicialmente de divulgar jogos de azar. Atualmente, ele promove rifas nas redes sociais. No último domingo, um dos eventos organizados por ele terminou em confusão generalizada.
O advogado de Guilherme, Jackson Bahls, afirmou que não houve crime por parte do cliente e contestou a versão da polícia. Segundo ele, a rifa estaria devidamente registrada.
“A rifa foi registrada na Caixa Econômica Federal. O Guilherme sequer tem registro em seu nome, ele é um personagem, alguém que influencia as pessoas a adquirirem um bilhete e depois vai até o local entregar o prêmio. Se fosse irregular, ele não estaria entregando o carro”, declarou.
Bahls também criticou a forma como a polícia atuou no local.
“Como entrar na festa de populares daquela forma? Parecia uma briga de rua, com coronhadas e spray de pimenta no rosto de uma mulher grávida de oito meses. A polícia não estava ali por causa de rifa ou jogos, estava ali para oprimir a felicidade da população”, afirmou.
Apesar da confusão e da intervenção policial, o influencer conseguiu entregar o veículo ao ganhador da rifa.
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