Londrina - Um detalhe chamou a atenção dos policiais que desvendaram o crime que tirou a vida do empresário e negociador de ouro Cassio Aparecido Lopez Aranda, de 46 anos, na quinta-feira (8), em Londrina (Norte do Paraná). Os agentes identificaram no celular de um dos três suspeitos presos pela morte mensagens sobre formas de ocultar um corpo com terra. O celular foi encaminhado para perícia. Os três acusados vão responder pelos crimes de latrocínio, o roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.

Segundo o delegado Mozart Rocha, da Polícia Civil do Paraná, o corpo de Cassio foi encontrado em uma piscina coberta com terra na casa de um dos homens, identificado como Erik, na Zona Norte da cidade. O corpo estava em uma cova rasa, com 60 centímetros de profundidade. Um dos agentes suspeitou da terra remexida e, ao cavar, viu uma mão humana. Rapidamente ficou claro que se tratava do corpo da vítima.
“Um dos agentes, de maneira sagaz e perspicaz, conseguiu identificar que, no quintal da residência, havia uma piscina coberta de terra e que estava remexida. Havia alguns equipamentos no local, como pá e picareta. Imediatamente após movimentar a terra, esse agente identificou um membro humano”, explicou o delegado Mozart Rocha.
Confrontados pelo achado da polícia, Erik e outro homem chamado Natanael passaram a apontar um terceiro envolvido no caso, de nome Otacílio. Com apoio da Guarda Municipal, a Polícia Civil foi até a casa de Otacílio e efetuou a prisão dele.
PIX suspeito levou polícia até casa de suspeito
Cassio Aranda estava desaparecido desde a noite de quarta-feira (7), quando saiu de casa para negociar a compra de ouro, segundo familiares. O último contato do empresário havia ocorrido por volta das 21h de quarta. Depois disso, não respondeu mais mensagens e não retornou para casa. Preocupada, a família acionou a polícia e informou sobre o desaparecimento na manhã de quinta-feira.
Já no início das investigações, os policiais identificaram uma transferência de R$ 1.500 da conta usada por Cassio em suas transações comerciais para a conta de Erik. Os agentes descobriram o endereço do suspeito e foram até a residência dele. Chegando lá visualizaram o carro de Cassio, um Honda Civic, estacionado do lado de fora, e foram informados por um vizinho de uma movimentação suspeita no imóvel.
Na casa, Erik estava acompanhando de Natanael e, de início, segundo o delegado Mozart, tentaram fugir. Num primeiro momento, eles negaram conhecer o negociador de ouro e Erik disse desconhecer a transferência bancária.
Negociador de ouro de Londrina foi torturado e asfixiado
Mas a descoberta do corpo no quintal mudou tudo. Eles apontaram Otacílio como terceiro envolvido no latrocínio e que Cassio foi atraído até a residência para negociar um cordão de ouro. Lá, a vítima foi torturada de forma violenta, com golpes na cabeça, e asfixiada.
Conforme o Corpo de Bombeiros, a vítima estava com um saco na cabeça e uma fita enrolada no pescoço na cova aberta pelos acusados. “Ele se encontrava de barriga para baixo e com as mãos para atrás, sem estar amarrada. Ele tinha uma fita no pescoço e um saco na cabeça. Após ser retirado da terra, foi virado e identificadas várias lesões na região do crânio”, contou o sargento Cavalcanti, Corpo de Bombeiros.
O corpo de Cassio Aranda foi velado e sepultado nesta sexta-feira (9), em Londrina.
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