Imagens de câmera de segurança mostram toda a dinâmica da discussão que terminou com a morte a tiros de Juliano Schina dos Santos, de 32 anos, na última quarta-feira (17), em Três Barras do Paraná, na Região Oeste (veja o vídeo abaixo). Ele foi morto em uma residência, na Rua Ângelo Boareto, após agredir fisicamente uma jovem e ser confrontado pelo pai dela. Juliano foi baleado com três tiros e morreu ainda no local. O atirador deixou o local de carro e não foi mais encontrado.

Pai matou a tiros homem que agrediu a filha.
Pai matou a tiros homem que agrediu a filha. (Foto: Informativo Pio do Jacu/Jaime Cabral e Reprodução Redes Sociais)

O relógio marcava pouco mais de meio-dia quando o pai chegou em um carro prata acompanhado de outro rapaz. Ao entrar no terreno, ele tirou a arma da cintura enquanto a filha afirmou que tinha sido agredido pela vítima.

“Ele fica batendo nos outros que nem um demônio”, afirmou a filha ao pai.

“Se encostar na minha filha de novo, eu te parto”, disse pai antes de matar homem

Crédito do vídeo: Informativo Pio do Jacu e Jaime Cabral/Facebook

O pai dela então começa a discutir com Juliano, que aparenta estar embriagado: “você é abusado, fica batendo nos meus filhos, rapaz. Você não é homem… não venha que eu te ‘parto'”, disse apontando o revólver calibre 38. “Se você encostar a mão na minha filha de novo…”.

Nesse momento, a vítima, que é mais forte que o pai da jovem, se aproxima e diz: “então me atira, me parta”. “Pega teu caminho”, retruca o atirador, antes de ser diretamente ameaçado por Juliano: “Não vou pegar meu caminho. Eu compro outro revólver. Se você deixar eu pegar meu carro e sair você vai ver”.

O homem então aperta o gatilho uma primeira vez e atinge o abdômen de Juliano, que cambaleia e cai. O pai atira mais duas vezes na vítima, que já está no chão, e ainda tenta dar uma coronhada na cabeça dele. Depois, foge calmamente do local de carro, levando a filha e o outro rapaz. Não houve tempo para socorro. Juliano morreu ainda no local.

Vítima tinha agredido ex-companheira antes de ser assassinado

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o crime, que começou como um caso de violência doméstica, segundo a Polícia Militar. O boletim de ocorrência relata que durante a madrugada de quarta-feira (17), poucas horas antes da situação que resultou na morte, a central recebeu outra denúncia envolvendo Juliano Schina. O homem teria ido até a casa da ex-companheira e agredido a mulher. Mas ele fugiu antes da chegada dos policiais.

Quando amanheceu, a ex-companheira chamou uma amiga para lhe fazer companhia e se sentir mais protegida. Foi quando Juliano voltou e mandou que a amiga da ex fosse embora, mas ela se recusou e acabou agredida com tapas no rosto. 

Após as agressões, a amiga avisou o pai sobre o ocorrido. Inconformado com a atitude do suspeito, o pai da vítima foi até o endereço e baleou Juliano.

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Sérgio Luis de Deus

Editor

Jornalista formado pela PUCPR com 25 anos de carreira. Especializado em política, economia e cotidiano. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR e em Planejamento/Gestão de Negócios pela FAE

Jornalista formado pela PUCPR com 25 anos de carreira. Especializado em política, economia e cotidiano. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR e em Planejamento/Gestão de Negócios pela FAE