Convidados do 5° episódio do podcast A Planta que Cura falam sobre discussão legal da cannabis

por Isadora Deip
com supervisão de Guilherme Fortunato
Publicado em 30 ago 2022, às 15h40. Atualizado às 15h41.

O quinto episódio do podcast A Planta que Cura, da Ric Podcasts, conta com a participação de Marco Sanfelice, pai de Pétala, paciente que faz tratamento com o óleo extraído da cannabis e conseguiu que o estado do Paraná arque com as despesas do medicamento. O advogado André Feiges, que já ganhou várias ações relacionadas à cannabis, também é convidado do episódio.

Apresentado pelo jornalista Guilherme Rivaroli, o podcast é dividido em seis episódios e aborda os tabus e preconceitos ligados à legalização da cannabis, planta que promete auxiliar no combate à diversas enfermidades e agitar o mercado farmacêutico no Brasil. A produção inédita estreou no dia 11 de agosto.

Segundo Marco Sanfelice, a participação no podcast foi uma experiência interessante, já que ele nunca havia participado de produções nesse estilo.

“É muito importante dialogar sobre temas sensíveis, também, com pessoas que têm ainda algum nível de preconceito ou que são completamente leigas, que nunca ouviram falar sobre o assunto ou ouviram só de meios um tanto superficiais. Então é muito importante um espaço como esse, uma dedicação como essa, uma produção grande, bem colocada, bastante eclética, com médicos e especialistas de várias temáticas. Nesse sentido, o podcast com certeza ampliou muito o espaço de discussão”,

afirma Marco.

Para o pai de Pétala, o Grupo Ric foi criativo e disruptivo ao retratar um tema controverso com seriedade e com um trabalho “profissional, completo e que não se ateve a uma retórica de medo”, conversando com pessoas que vivem e sentem o impacto da cannabis medicinal na prática.

Ele conta que o tratamento com canabidiol ajudou Pétala a estar presente com a família e diminuiu as crises e os efeitos colaterais na paciente.

“Quando você fala de uma substância que vai trazer resultados com mínimos efeitos colaterais, a gente está falando de uma criança mais viva, com brilho no olho, que ri, que brinca, que entende o que está acontecendo. […] Tudo isso é importante porque estamos falando de um ser humano, de uma pessoa que tem uma condição atípica no cérebro, mas não por isso ela está ausente. Então isso é muito importante: esse equilíbrio entre a substância e seus efeitos colaterais e o bem estar global do paciente e sua família, isso tem que ser colocado em pauta”,

destaca o pai da paciente.

Marco explica que, por mais que a cannabis medicamentosa seja rotulada, subdividida, fracionada e padronizada no Brasil, o fármaco ainda vem de países que usam o dólar como moeda, como Canadá e Estados Unidos. “Então são substâncias extremamente caras. Não deveria ser assim, porque o Brasil tem condição de produzir uma infinidade de plantas da família da cannabis onde a gente poderia extrair diferentes e variados tipos de óleo”.

O futuro da cannabis no Brasil, para o pai da Pétala, é desenvolver tecnologias nacionais e abraçar a cannabis como uma possibilidade de tratamento da epilepsia, de dores, de câncer e de outras doenças. “Somos um dos maiores países do agronegócio do mundo, temos avançada ciência genômica para a produção de plantas e animais, então como negar tudo isso e jogar toda essa ciência fora?”

O advogado André Feiges relata que a participação no A Planta que Cura foi fantástica: “O convite já expressava uma postura desmistificadora, uma abordagem que visava esclarecer a população sobre um tema que tem sido difícil em razão do preconceito existente em relação à planta e seus usos”.

Ele conta que já recebeu relatos de pessoas que acompanharam o podcast e mudaram a visão que tinham sobre o uso medicinal da cannabis.

“A sociedade ainda tem muito a aprender sobre o uso medicinal de Cannabis, pois o passado de absoluta proibição ocultou muitos de seus benefícios”,

ressalta.

Conforme Feiges, a mídia tem um papel essencial na promoção de debates que levam à mudanças sociais e culturais na sociedade.

“Podcasts como ‘A Planta que Cura’ servem para fomentar o debate, levar informação fidedigna e superar os limites do obscurantismo. Todos nós, de uma ou de outra forma, acabamos tendo contato com esses temas quase sempre através da mídia. Sem a imprensa livre dificilmente teríamos acesso a conteúdos e debates tão importantes”,

Sobre as ações que ganhou ligadas à causa da cannabis medicinal, o advogado conta que tem obtido muitas vitórias que reconhecem o direito ao cultivo doméstico da cannabis medicinal. De acordo com ele, essas conquistas não só servem para superar os preconceitos das próprias autoridades, como para dar esperança às famílias e sobretudo oferecer segurança jurídica àqueles que optam pelo cultivo domiciliar da planta medicinal.

“Esses avanços na justiça, normalmente, acabam servindo de parâmetro para governos e parlamentos perceberem as necessidades reais da sociedade e assim adequarem às normas de modo acolher aqueles que dependem da planta medicinal para obter tratamentos, qualidade de vida e dignidade”,

diz o advogado.

O podcast A Planta que Cura está disponível em plataformas digitais como o Spotify e o Youtube e também pode ser acessado pelo portal RIC Mais.

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