O júri popular do caso Guaranho foi suspenso por volta das 9h50, desta quinta-feira (4), cerca de 50 minutos após o início da sessão. Após os representantes da defesa do réu pedirem o adiamento, os advogados deixaram o tribunal e o juiz Hugo Michelini adiou o julgamento para o dia 2 de maio.

Os advogados de Jorge Guaranho alegaram cerceamento de defesa, visto que documentos foram anexados na véspera do júri. A posição foi confirmada pelo advogado Samir Mattar Assad. Assista ao momento em que a defesa deixa o tribunal:

Acusação declara que nulidade é uma tentativa de obter vantagem

O advogado Daniel Godoy Junior, da equipe de acusação, conversou com a imprensa após o adiamento do júri. O representante explicou que documentos foram juntados ao processo no final de abril.

“Eles juntaram 600 documentos no dia anterior ao feriado, na quarta-feira (27) às 21h40. Nós não impugnamos estes documentos, porque entendemos que tem que ser assegurado a plenitude da defesa. Por outro lado, o que foi alegado aqui, sem qualquer fundamento e base jurídica, é de que não teriam tido acesso a documentos que foram juntados. Que consistem em uma cópia de um processo que tramita no legislado especial criminal. Sucede que neste processo qualquer advogado teria acesso, inclusive eles, porque era só juntarem uma procuração demonstrando interesse que imediatamente seria liberado, mesmo que estivesse em segredo de justiça. Então foi uma semeadura de uma tentativa de impor uma nulidade ao processo, e se valer dessa semeadura e tentar uma vantagem em favor do cliente, uma eventual liberdade. Tanto é que ao final da manifestação eles postularam a liberdade provisória”, comentou Daniel Godoy.

Defesa espera pela condenação de Jorge Guaranho
Defesa espera pela condenação de Jorge Guaranho (Foto: Fidel Alvarenga/ RICtv)

O advogado também ressaltou que a equipe de defesa de Guaranho apresentou uma série de pedidos, que foram negados pelo juízo, inclusive o da liberdade para o réu. Após a negativa, a defesa teria abandonado o júri.

Relembre o caso

O guarda municipal Marcelo Arruda morreu no dia 9 de julho de 2022, enquanto comemorava o próprio aniversário em um clube da cidade de Foz do Iguaçu. 

A festa comemorava os 50 anos de Arruda e tinha como tema o Partido dos Trabalhadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época candidato à presidência. 

Marcelo Arruda comemorava o aniversário de 50 anos no dia em que foi morto
Marcelo Arruda comemorava o aniversário de 50 anos no dia em que foi morto (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Marcelo, além de trabalhar na segurança pública, era tesoureiro municipal do partido e foi candidato ao cargo de vice-prefeito de Foz do Iguaçu nas eleições de 2020.

Em determinado momento, Jorge Guaranho apareceu na festa e começou a ofender os presentes, causando um princípio de confusão. Em um primeiro momento Guaranho foi embora e retornou ao local da festa e atirou contra Marcelo, que também revidou, mas acabou morrendo. 

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4 abr 2024, às 10h28. Atualizado às 11h11.
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