BRASÍLIA (Reuters) – A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba apresentou nesta quarta-feira (26) ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido de prorrogação por mais um ano dos trabalhos do grupo, segundo informou a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Paraná.

Augusto Aras –que tem tido embates com a força-tarefa de Curitiba– tem até o dia 10 de setembro para decidir se renova a designação dos procuradores do grupo, sob a coordenação do procurador da República Deltan Dallagnol.

A força-tarefa foi criada em 2014. Atualmente, são 14 procuradores em Curitiba que atuam com dedicação exclusiva e 45 servidores auxiliando a força-tarefa. Se for autorizado, o grupo vai continuar trabalhando até setembro de 2021.

Reportagem publicada pela Reuters nesta terça-feira apontou que a força-tarefa de Curitiba, berço da maior operação contra corrupção no país, tem 400 inquéritos em andamento com várias frentes de investigação, como casos envolvendo empreiteiras, empresas estrangeiras e multinacionais que firmaram contratos com a Petrobras.

A operação, segundo admitem integrantes da força-tarefa, vivem o momento mais delicado durante sua existência.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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26 ago 2020, às 21h21. Atualizado em: 27 ago 2020 às 07h01.
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