por Guilherme Fortunato
com informação do Metrópoles

Um americano, de 34 anos, viu a cor da pele escurecer após tomar um antidepressivo. Tyler Monk teve um caso raro de reação à fluoxetina, substância ativa do medicamento Prozac. Monk contou a história em suas redes sociais.

O americano revelou que começou a usar o remédio em janeiro de 2021, após ser diagnosticado com ansiedade e depressão. Dois meses depois, a pele das orelhas, pescoço e rosto ganhou um tom de azul acinzentado, que rapidamente se espalhou para os braços, mãos e pernas. Monk diz que interrompeu o tratamento algumas semana depois, mas a pele continuou escurecendo. Ele relatou também que os olhos ficaram sensíveis ao sol, frequentemente irritados e vermelhos.

Monk procurou médicos, que descartaram a relação dos sintomas com outras doenças ou condições autoimunes. “Os especialistas disseram que eu estava saudável, e eu não tinha outros sintomas importantes. O fato é que eles realmente não sabem porque eu estou mudando de cor”, contou o americano.

A principal suspeita dos médicos é que ele desenvolveu uma reação à fluoxetina. O professor de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Wilson Lessa Júnior, contou ao Metrópoles que o antidepressivo é da classe dos inibidores seletivos da receptação da serotonina, que pode regular a síntese de melanina, pigmento que dá cor à pele.

O psiquiatra explicou que em casos raros o remédio pode desencadear a produção excessiva da melanina. “A fluoxetina aumenta a atividade da enzima tirosinase e aumenta a melanogênese”, finalizou.

28 set 2022, às 16h48. Atualizado às 16h50.

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