Delegado pede que vizinho suspeito de perseguir jovens se afaste das vítimas

A jovem disse que já registrou alguns boletins de ocorrência após ser perseguida na redes sociais por vizinho

Publicado em 11 jun 2024, às 12h37. Atualizado às 13h33.
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O delegado Gabriel Fontana pede que o vizinho suspeito de perseguir duas jovens de 20 anos, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), se afaste das vítimas e não tenha contato com elas. As irmãs Gabrielle e Luiza Britto compartilharam relatos do caso nas redes sociais

Vizinho é suspeito de perseguir jovens no Paraná
Perseguições aconteceram também nas redes sociais (Foto: Ilustração / Pixabay)

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Conforme o delegado, as vítima já registraram um boletim de ocorrência contra o suspeito em janeiro deste ano. Na época, um termo circunstanciado foi assinado, mas conforme Gabriele, as perseguições continuaram. 

Fontana explicou que o caso não se encaixa na Lei Maria da Penha, já que se trata de uma perseguição e que o vizinho nunca teve uma relação com ela. 

“Uma vez que essa violência supostamente não se deu no âmbito doméstico, nem no âmbito familiar e nem no âmbito de uma relação íntima de afeto, sendo ele mero vizinho desta vítima que nunca teve uma relação íntima com ela, inaplicável ao caso as medidas protetivas da Lei Maria da Penha, uma vez que sequer estaríamos falando em violência doméstica familiar contra a mulher no âmbito dessa legislação”, disse o delegado. 

Errata: A reportagem informou anteriormente que o delegado expediu um mandado de prisão contra o vizinho, mas a informação estava incorreta.

Jovem denunciou a perseguição do vizinho

A jovem de 20 anos fez um apelo nas redes sociais depois de ser perseguida de forma insistente por um vizinho em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O vídeo, publicado no último sábado (8), narra o que a vítima tem passado há mais de um ano.

Jovem relata perseguição de vizinho
Jovem relata que perseguição começou há mais de um ano (Foto: Ilustração/Freepik)

Nem mesmo o registro de boletins de ocorrência e a realização de uma audiência foram capazes de acabar com as mensagens constantes e insistentes. Segundo a jovem, na audiência o homem disse que a persegue porque é apaixonado. 

A jovem conta que o homem criou um perfil falso, com fotos dela, e também envia mensagens para amigos e contatos das redes sociais para pedir o telefone dela. Além disso, ele cria diversos perfis para tentar contato, pois ela sempre bloqueia as contas para evitar contato com o vizinho.   

No vídeo, a jovem relata que o vizinho obcecado também passou a perseguir sua irmã e chegou a agarrá-la na rua. Após esse episódio, foi registrado mais um boletim de ocorrência. 

Por fim, a jovem disse que resolveu fazer o apelo pelas redes sociais porque já não sabe mais qual atitude tomar, nem a quem recorrer, já que se sente impotente diante do assédio e da perseguição.

A última tentativa de Gabrielle foi o pedido de medida protetiva para a Polícia Civil. Contudo, na delegacia, ela foi informada que não poderia solicitar porque o caso não se enquadra na Lei Maria da Penha, pois ela nunca teve nenhum tipo de relacionamento, de amizade ou amoroso, com o vizinho.

Após a denúncia da jovem, a Polícia Militar foi até o casa do suspeito, mas ele não estava. O homem foi chamado a comparecer na delegacia para prestar esclarecimentos.

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