"Não consigo dormir", diz jovem que denunciou perseguição de vizinho

A jovem disse que já registrou alguns boletins de ocorrência após ser perseguida na redes sociais por vizinho

Publicado em 11 jun 2024, às 13h46. Atualizado às 13h56.
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As jovens irmãs gêmeas Gabrielle e Luiza Britto, relataram nesta terça-feira (11) o terror vivido por elas com um vizinho. Elas denunciam uma suposta perseguição por parte do homem, que começou há quase um ano.

Vizinho é suspeito de perseguir jovens no Paraná
Vítimas concederam entrevista ao Balanço Geral de Curitiba (Foto: Reprodução / RICtv)

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Em entrevista para a RICtv, as jovens contaram que o vizinho chegou a mandar flores de maneira anônima e que mandou mensagens para elas. “Eu não consigo nem dormir direito. Tenho que ir para casa de familiares para não ficar sozinha em casa”, contou Gabrielle.

Luiza contou também que o vizinho tentou agarra-lá na rua após a irmã procurar a delegacia para denunciá-lo. “Estava voltando no horário de almoço para comprar o anel de noivado da minha irmã. Meu cunhado me deixou perto da casa do vizinho, quando um carro parou do meu lado. Eu continuei andando, mas ele tentou me puxar pelo braço”, contou.

Além disso, a jovem revelou que o suspeito chegou a propor que ela namorasse o cunhado, para que ele pudesse ter um relacionamento com Gabrielle.

Delegado quer ouvir vizinho suspeito de perseguir irmãs

Conforme o delegado Gabriel Fontana, a vítima já registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito em janeiro deste ano. Na época, um termo circunstanciado foi assinado, mas conforme a jovem, as perseguições continuaram. 

Fontana explicou que o caso não se encaixa na Lei Maria da Penha, já que se trata de uma perseguição e que o vizinho nunca teve uma relação com ela. 

“Uma vez que essa violência supostamente não se deu no âmbito doméstico, nem no âmbito familiar e nem no âmbito de uma relação íntima de afeto, sendo ele mero vizinho desta vítima que nunca teve uma relação íntima com ela, inaplicável ao caso as medidas protetivas da Lei Maria da Penha, uma vez que sequer estaríamos falando em violência doméstica familiar contra a mulher no âmbito dessa legislação”, disse o delegado. 

Jovem denunciou a perseguição do vizinho

A jovem de 20 anos fez um apelo nas redes sociais depois de ser perseguida de forma insistente por um vizinho em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O vídeo, publicado no último sábado (8), narra o que a vítima tem passado há mais de um ano.

Jovem relata perseguição de vizinho
Jovem relata que perseguição começou há mais de um ano (Foto: Ilustração/Freepik)

Nem mesmo o registro de boletins de ocorrência e a realização de uma audiência foram capazes de acabar com as mensagens constantes e insistentes. Segundo a jovem, na audiência o homem disse que a persegue porque é apaixonado. 

A jovem conta que o homem criou um perfil falso, com fotos dela, e também envia mensagens para amigos e contatos das redes sociais para pedir o telefone dela. Além disso, ele cria diversos perfis para tentar contato, pois ela sempre bloqueia as contas para evitar contato com o vizinho.   

No vídeo, a jovem relata que o vizinho obcecado também passou a perseguir sua irmã e chegou a agarrá-la na rua. Após esse episódio, foi registrado mais um boletim de ocorrência. 

Por fim, a jovem disse que resolveu fazer o apelo pelas redes sociais porque já não sabe mais qual atitude tomar, nem a quem recorrer, já que se sente impotente diante do assédio e da perseguição.

A última tentativa de Gabrielle foi o pedido de medida protetiva para a Polícia Civil. Contudo, na delegacia, ela foi informada que não poderia solicitar porque o caso não se enquadra na Lei Maria da Penha, pois ela nunca teve nenhum tipo de relacionamento, de amizade ou amoroso, com o vizinho.

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