Allana Brittes deixa prisão poucos dias após ser condenada no caso Daniel

Publicado em 23 mar 2024, às 10h50. Atualizado às 10h53.
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Allana Brittes, condenada no júri da morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, deixou a prisão na manhã deste sábado (23). A informação foi confirmada ao RIC.com.br pelos advogados da família Brittes.

A jovem estava na Penitenciária Feminina de Piraquara (PFP), na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A defesa de Allana conseguiu a soltura no fim da tarde de sexta-feira (22).

Allana Brittes recebeu condenação pelos crimes de fraude processual, coação no curso do processo e corrupção de menores. Dos sete réus, apenas ela e seus pais, Edison e Cristiana Brittes, estão condenados. Os outros quatro réus – Ygor King, David Vollero (atualmente marido de Allana), Eduardo Ribeiro e Evellyn Perusso – receberam absolvição.

Juiz erra soma da pena de Allana Brittes

O juiz Thiago Flores Carvalho, que conduziu o júri do caso Daniel Corrêa, errou a soma da pena de Allana Brittes. Ao invés dos 6 anos, 5 meses e 6 dias de reclusão, a condenação aumentou para 7 anos, 9 meses e 21 dias de reclusão (os 9 meses e 10 dias de detenção se mantiveram). Subiu também a quantidade de dias/multa a cumprir. A que era de 240 dias/multa, agora subiu para 416.

Edison Brittes também teve uma pequena modificação em sua sentença. Os anos de reclusão e detenção continuam iguais (42 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão, mais 2 anos, 1 mês e 8 dias de detenção). O que mudou, no caso de Edison, foram só os dias multa, que reduziram de 1.397 para 977.

No entanto, o juiz justificou a nova soma e deixou claro que o erro foi apenas matemático, não jurídico, não invalidando o júri:

“A falha teve origem em mero erro material/de cálculo, provável ou certamente no momento em que este juiz manejou o aplicativo de cálculo de pena. Logo, a retificação não decorre de reapreciação do que decidido pelos jurados. Menos ainda significa qualquer reavaliação do já resolvido pela presidência durante o julgamento. A questão é, puramente, aritmética e não jurídica”, afirmou o juiz.

Por fim, ele ainda justificou o erro falando do esgotamento físico e mental após três longos dias de júri.

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