BPTran registra queda em acidentes com ônibus em Curitiba

O número de acidentes de trânsito envolvendo ônibus vem caindo ano a ano em Curitiba.  Dados do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), órgão responsável pelo registro de acidentes de trânsito, mostram  uma redução de 12,1% nos últimos cinco anos.
Em 2007 foram registrados 901 acidentes com ônibus e microônibus, aí incluídos veículos do transporte coletivo, comercial, particular e rodoviário. No ano passado este número ficou em 792 acidentes na cidade, que tem uma frota total de veículos de 1,2 milhão.

A frota de ônibus e microônibus em Curitiba é de 10.652. O número não leva em conta ônibus rodoviários e de turismo emplacados em outras cidades e que circulam na capital paranaense. Acidentes com esses veículos também são registrados pelo BPTran.

No caso do transporte coletivo mais de 90% dos acidentes são provocados por terceiros. São no total 2,3 mil ônibus da frota operante que atendem Curitiba e mais 20 cidades da Região Metropolitana. Somadas, as 21 cidades têm uma frota total de 1,8 milhão de veículos.

No ano passado os 2,3 mil ônibus do transporte coletivo gerenciados pela Urbs percorreram nada menos do que 180 milhões de quilômetros, em mais de 6,5 milhões de viagens com o registro de 3,7 mil ocorrências. Este número inclui os acidentes de trânsito registrados pelo BPTran e toda e qualquer ocorrência que interfira na operação provocando, por exemplo, atrasos ou mudança de rota.

Entre estas ocorrências estão, por exemplo, do usuário que passa mal durante a viagem, exigindo a parada do ônibus para prestação de socorro; do pedestre que cai ao tropeçar numa plataforma, exigindo que o ônibus permaneça parado para evitar um acidente; ou problemas com portas e plataformas, por exemplo.

Desde 2010 os passageiros do transporte coletivo contam com seguro de acidentes pessoais na Rede Integrada de Transporte em Curitiba, quando estiverem dentro de ônibus, terminais fechados e estações tubo. A cobertura vale para passageiros pagantes e isentos. A criação do seguro foi uma exigência da Prefeitura, prevista no edital da licitação da operação do transporte coletivo urbano, realizada em 2010.