Réu contradiz acusados e revela que ouviu gritos de Daniel: "Sendo degolado"

Publicado em 19 mar 2024, às 12h02.
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Três réus acusados de homicídio no Caso Daniel prestaram depoimentos na manhã desta terça-feira (19) no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ygor King, David Willian Vollero e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva estavam na residência da família Brittes no dia do assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas e chegaram a ser presos na investigação do caso.

Em novembro de 2018, os três rapazes foram liberados da prisão, porém, Eduardo da Silva se envolveu em outro crime e permanece atrás das grades. 

Durante os depoimentos desta manhã, os três réus não esclareceram detalhes do momento em que Edison Brittes parou o carro em uma estrada rural da Colônia Mergulhão, onde o corpo do jogador foi achado.

Juiz Thiago Flores Carvalho comanda o júri do Caso Daniel
Juiz Thiago Flores Carvalho comanda o júri do Caso Daniel (Foto: Ricardo Vilches/ RICtv)

Eduardo relata gritos de Daniel

O depoimento de Eduardo, réu que segue preso, foi o mais curto desta manhã entre os acusados de homicídio. Em pouco mais de 30 minutos, o rapaz que na época tinha 19 anos e namorava uma prima de Allana Brittes, revelou que foi até Curitiba para comemorar o aniversário da jovem.

“Era muito importante pra ela (namorada). São primas. Sempre tinha um aniversário, a gente fazia de tudo para poder estar aqui com elas. Desde a primeira vez que eu vim para cá, o Edison Brites sempre foi hospitaleiro. Apesar de ter outros parentes, nós ficávamos na casa dele. Ele não deixava você mover nada. Ele gostava de deixar as outras pessoas felizes”, comentou Eduardo.

Eduardo chegou de viatura nos dois dias do júri popular
Eduardo chegou de viatura nos dois dias do júri popular (Foto; RICtv)

Após a festa na casa noturna, Eduardo contou que ficou cerca de 15 minutos na área de festa da casa e logo subiu para descansar no quarto. Instantes depois foi acordado com a Cristiana pedindo ajuda

“Na verdade foi até um susto. Quando eu escutei a escada de metal, eu fiquei assustado. A Cris subiu correndo e apareceu chorando dizendo que tinha um rapaz que tava no quarto dela mexendo com ela. Ela disse que o Brites tava agredindo ele e que era para eu separar. Nesse momento eu desci a escada, a porta estava trancada e alguém falou ‘pela janela, pela janela’. Eu fui pela janela e perguntei ‘o que tava acontecendo aqui’. Nesse momento o Brites disse ‘esse maldito estava tentando estuprar a Cris’. Nesse momento eu fiquei tomado por raiva”, continuou Eduardo.

O réu comentou que as agressões continuaram e ele foi o responsável por pedir para todos pararem. Na sequência viu o jogador ser colocado no porta-malas do carro. No depoimento, Eduardo não relata detalhes do trajeto até a estrada rural. 

Corpo de Daniel foi encontrado em uma área de mata, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais
Corpo de Daniel foi encontrado em uma área de mata, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais (Foto: Divulgação)

Já no local onde o corpo de Daniel foi encontrado, Eduardo revelou que ouviu os gritos do jogador, provavelmente, no momento em que era assassinado.

“Quando cessou os gritos do Daniel, que eu acho que é a parte que ele tava sendo degolado, foi que eu vi o Brittes com muito sangue. Quando eu olhei para o lado ele já tava voltando e voltamos para casa […] Na minha mente não tinha o que fazer. O Daniel parou de gritar e ele tava com a faca na mão. Não tinha mais o que fazer”, concluiu Eduardo.

A versão apresentada por Eduardo é a primeira que relata gritos de Eduardo na estrada rural. Tanto Ygor King e David Vollero não detalham os gritos de Daniel.

Acompanhe o julgamento do Caso Daniel em tempo real.

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